
Ontem, 21h30, Alhos Vedros. Parado num cruzamento com semáforos, aguardo cegamente a luz verde para poder seguir para Lisboa. "Radio Fireworks" de Surkin invade todo o espaço interior do Astra e faz os vidros tremer, e começo a contar as batidas para o refrão. O sinal abre. Nem dou hipótese ao verde, ele vinha aí mas eu já arranquei, começo a voltar à esquerda, estimo que depois da próxima rotunda vou ter uma recta sem paragens grande o suficiente para eu curtir o refrão à parva. Ainda estou a terminar este pensamento quando um velhote daltónico/bêbado/drogado/distraído/cego (riscar o que não faz falta) faz-me uma tangente pelo lado esquerdo, por ter passado um sinal vermelho que já tinha deixado de ser amarelo há mais de 2 dias. Não parei, nem abrandei e, de facto, quando o abençoado refrão entrou já tinha feita a dita rotunda. Há dias de sorte. E há quem diga que não é sorte, é talento.
O que eu digo é que se tivesse demorado mais 1 segundo a arrancar tinha levado com um Renault 5 pela porta do condutor a dentro, sem espinhas. Tinha fome, estava cansado, queria ver as séries de segunda à noite na RTP2. Mas a razão pela qual eu arranquei tão rápido foi aquele refrão.
Dizem que o Nick Cave salva vidas e que os Portishead mudam a vida das pessoas. O Surkin contribui para a diminuição da sinistralidade rodoviária. Cada um com o seu Kung-Fu. Ou, neste caso, com loops.
***
Este foi um fds do demo. A 3ª das já afamadas festas "Av. da Liberdade #211" foi um sucesso, na vertente electrónica teve o seu alto numa mini-rave de... Kuduro. Quente e suada, às escuras, como vem no manual. Destas, mais só pro Natal. No sábado, o DJ Set de Xinobi trouxe saudades do Alive! e o regresso aos ataques ao pudor.
Over.
Sem comentários:
Enviar um comentário